quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Objectivamente
O Governo também quer avaliar os médicos com base no cumprimento de objectivos. Depois dos professores, dos funcionários públicos e das (muitas) empresas privadas, agora só falta é avaliar os ministros, incluindo o primeiro. E o Chocrático tem uma leve impressão que se a aldrabice, o favorecimento político e a produção de lugares para os “boys“ não forem considerados objectivos, então muita dessa gentinha só pode ser avaliada com uma nota mais que negativa…
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Em boa companhia
O Governo quer criar em Lisboa e no Porto e seus acessos, faixas de tráfego para os automóveis com mais que um ocupante. Ou seja, pretende-se aplicar uma solução que dá bons resultados nos Estados Unidos, país que tem muitas cidades com vias de tráfego reduzidas e ruas estreitinhas. Em face desta ideia peregrina, o Chocrático pôs-se a pensar: em Lisboa - e já não falando na imensidão de ruas de sentido único - temos muitas vias com apenas uma faixa para cada sentido, algumas com duas faixas e muito poucas com três faixas para cada sentido do tráfego. Ora se já existe uma faixa reservada para o corredor BUS (também é utilizada por muita gente que não sabe ler) e outra faixa reservada para os cavalheiros e cavalheiras que estacionam em 2ª fila, se agora passa a haver uma faixa reservada para quem “utiliza melhor o automóvel”, parece que ao condutor que se aventure a andar sozinho no seu carrito resta apenas circular pelos passeios, em alegre convivência com os peões, o que até não seria muito mau não se desse o caso desses mesmos passeios também servirem de estacionamento.
Com tantas dificuldades, só os corajosos se irão aventurar a vir de carro sozinhos para Lisboa, mas era por já esperar uma coisa destas que o Chocrático, em tempos, tinha comprado umas bonecas insufláveis – uma delas até parece mesmo a Pamela Anderson a fazer boquinha – que, agora, vão começar a andar com ele no carro. Mas vestidas com alguma roupinha, claro…
PS: é precisamente para utilizar melhor o automóvel que, a partir de agora, quando Zé Chócrates e seus ministros, secretários de estado, assessores e a pandilha do costume for a uma inauguração, vão todos no mesmo autocarro, em vez de ir cada um no seu “popó”.
Com tantas dificuldades, só os corajosos se irão aventurar a vir de carro sozinhos para Lisboa, mas era por já esperar uma coisa destas que o Chocrático, em tempos, tinha comprado umas bonecas insufláveis – uma delas até parece mesmo a Pamela Anderson a fazer boquinha – que, agora, vão começar a andar com ele no carro. Mas vestidas com alguma roupinha, claro…
PS: é precisamente para utilizar melhor o automóvel que, a partir de agora, quando Zé Chócrates e seus ministros, secretários de estado, assessores e a pandilha do costume for a uma inauguração, vão todos no mesmo autocarro, em vez de ir cada um no seu “popó”.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Emprego para todos
O nosso primeiro, Zé Chócrates, anunciou recentemente a construção, pelos nuestros hermanos da Iberdrola, de quatro barragens para aproveitar hidroelectricamente o Alto Tâmega, as quais vão criar 3 500 empregos directos e 10 000 indirectos.
Ora como havia a ideia que uma barragem fornece muita energia eléctrica e poucos empregos, muito boa gente está intrigada com os propalados 3500 empregos directos, ou seja, 875 por barragem. Assim, e para tirar a limpo as contas que aparecem por aqui e por ali, o Chocrático consultou o gabinete de Zé Chócrates que lhe forneceu os números correctos, os quais se baseiam na organização seguida habitualmente nos serviços públicos:
12 técnicos para operação da barragem (4 para cada um dos 3 turnos)
12 técnicos para manutenção dos equipamentos (4 por turno)
3 técnicos para apoio informático (1 por turno)
3 recepcionistas (1 por turno)
3 funcionários do bar (1 por turno)
3 funcionárias da limpeza (1 por turno)
3 chefes de secção do pessoal técnico de operação (1 por turno)
3 chefes de secção do pessoal técnico de manutenção (1 por turno)
3 chefes de secção do pessoal de apoio informático (1 por turno)
3 chefes de secção do pessoal recepcionista (1 por turno)
3 chefes de secção dos funcionários do bar (1 por turno)
3 chefes de secção das funcionárias da limpeza (1 por turno)
3 chefes de secção do pessoal do secretariado (1 por turno)
3 chefes de secção dos motoristas (1 por turno)
24 secretárias (1 por cada chefe de secção)
24 motoristas (1 por cada chefe de secção)
8 chefes de divisão (um para cada uma das secções)
8 secretárias (1 por cada chefe de divisão)
8 motoristas (1 por cada chefe de divisão)
1 director da área técnica
1 director da área administrativa
2 secretárias (1 por cada director de área)
2 motoristas (1 por cada director de área)
8 administradores com funções executivas
8 administradores com funções não executivas
16 secretárias (1 por cada administrador)
16 motoristas (1 por cada administrador)
1 presidente do conselho de administração
2 secretárias (para o presidente do conselho de administração)
2 motoristas (para o presidente do conselho de administração)
609 consultores nas mais diversas áreas – ambiental, dos recursos hídricos, da energia, dos recursos humanos, jurídica, camarária, das relações luso-espanholas, etc. – até porque é necessário dar emprego a familiares de todas as pessoas que tiveram intervenção no projecto, nas decisões (com ou sem tios e primos à mistura…) e na construção da barragem.
Total: 800
Os restantes 75 são, além dos projectistas, o pessoal de direcção da obra - engenheiros, encarregados, capatazes e fiscais – já que o pessoal que vai mesmo meter “a mão na massa” (pedreiros, serventes e outros) não pode ser contabilizado porque será o do costume: moldavos, ucranianos e afins que estão ilegais em Portugal e a quem os subempreiteiros irão dar trabalho por alguns cêntimos ao dia…
Ora como havia a ideia que uma barragem fornece muita energia eléctrica e poucos empregos, muito boa gente está intrigada com os propalados 3500 empregos directos, ou seja, 875 por barragem. Assim, e para tirar a limpo as contas que aparecem por aqui e por ali, o Chocrático consultou o gabinete de Zé Chócrates que lhe forneceu os números correctos, os quais se baseiam na organização seguida habitualmente nos serviços públicos:
12 técnicos para operação da barragem (4 para cada um dos 3 turnos)
12 técnicos para manutenção dos equipamentos (4 por turno)
3 técnicos para apoio informático (1 por turno)
3 recepcionistas (1 por turno)
3 funcionários do bar (1 por turno)
3 funcionárias da limpeza (1 por turno)
3 chefes de secção do pessoal técnico de operação (1 por turno)
3 chefes de secção do pessoal técnico de manutenção (1 por turno)
3 chefes de secção do pessoal de apoio informático (1 por turno)
3 chefes de secção do pessoal recepcionista (1 por turno)
3 chefes de secção dos funcionários do bar (1 por turno)
3 chefes de secção das funcionárias da limpeza (1 por turno)
3 chefes de secção do pessoal do secretariado (1 por turno)
3 chefes de secção dos motoristas (1 por turno)
24 secretárias (1 por cada chefe de secção)
24 motoristas (1 por cada chefe de secção)
8 chefes de divisão (um para cada uma das secções)
8 secretárias (1 por cada chefe de divisão)
8 motoristas (1 por cada chefe de divisão)
1 director da área técnica
1 director da área administrativa
2 secretárias (1 por cada director de área)
2 motoristas (1 por cada director de área)
8 administradores com funções executivas
8 administradores com funções não executivas
16 secretárias (1 por cada administrador)
16 motoristas (1 por cada administrador)
1 presidente do conselho de administração
2 secretárias (para o presidente do conselho de administração)
2 motoristas (para o presidente do conselho de administração)
609 consultores nas mais diversas áreas – ambiental, dos recursos hídricos, da energia, dos recursos humanos, jurídica, camarária, das relações luso-espanholas, etc. – até porque é necessário dar emprego a familiares de todas as pessoas que tiveram intervenção no projecto, nas decisões (com ou sem tios e primos à mistura…) e na construção da barragem.
Total: 800
Os restantes 75 são, além dos projectistas, o pessoal de direcção da obra - engenheiros, encarregados, capatazes e fiscais – já que o pessoal que vai mesmo meter “a mão na massa” (pedreiros, serventes e outros) não pode ser contabilizado porque será o do costume: moldavos, ucranianos e afins que estão ilegais em Portugal e a quem os subempreiteiros irão dar trabalho por alguns cêntimos ao dia…
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Proxeneta filósofo
Ultimamente o Chocrático tem andado pela noite, onde tem conhecido alguns "cromos" interessantes.
Uma noite destas e a propósito do aumento de vencimento atribuído a Armando Vara já depois deste abandonar a Caixa Geral de Depósitos para ingressar no BCP, dizia ao Chocrático um daqueles cavalheiros que tem a seu cargo (ou seja, que explora) algumas senhoras que se encontram no Intendente a vender o corpo para sexo de ocasião: “Vendo bem, eu e os meus colegas até somos uns meninos de coro que ainda temos muito com aprender com esta gentalha que gira em torno da esfera política. E nós é que somos os chulos…”
Uma noite destas e a propósito do aumento de vencimento atribuído a Armando Vara já depois deste abandonar a Caixa Geral de Depósitos para ingressar no BCP, dizia ao Chocrático um daqueles cavalheiros que tem a seu cargo (ou seja, que explora) algumas senhoras que se encontram no Intendente a vender o corpo para sexo de ocasião: “Vendo bem, eu e os meus colegas até somos uns meninos de coro que ainda temos muito com aprender com esta gentalha que gira em torno da esfera política. E nós é que somos os chulos…”
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Bota abaixo
Zé Chócrates teve mais um fim-de-semana de inaugurações - coisa que deve repetir-se até às eleições legislativas de 2009, arrisca o Chocrático - e fez-se acompanhar do ministro Lino, enquanto que o ministro Pino parece não ter sido convidado para o passeio.
Apesar do ruído feito por que se manifestava contra os representantes do governo - daí terem sido democraticamente obrigados a manter-se bem longe da comitiva - o Chocrático, sempre atento, escutou este desabafo de Zé Chócrates para o seu ministro: “Ó Lino, ainda bem que estamos em crise! Assim, pelo menos, os portugueses não me atiram com os seus sapatos, senão tinham que andar descalços até terem dinheiro para comprar outro par…”
Apesar do ruído feito por que se manifestava contra os representantes do governo - daí terem sido democraticamente obrigados a manter-se bem longe da comitiva - o Chocrático, sempre atento, escutou este desabafo de Zé Chócrates para o seu ministro: “Ó Lino, ainda bem que estamos em crise! Assim, pelo menos, os portugueses não me atiram com os seus sapatos, senão tinham que andar descalços até terem dinheiro para comprar outro par…”
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Memória (muito) selectiva
Ainda a propósito do BPN e em directo na TV, o mesmo Dias Loureiro conseguiu precisar o ano, o mês, o dia e a hora a que foi recebido no Banco de Portugal, a seu pedido, por António Marta. Só não se recordava é se este era, na ocasião, governador ou vice-governador…
Por acaso o Chocrático também conhece uma senhora que se lembra que foi ao médico às 16h00m do dia 21 de Abril de 2001 – só não se consegue recordar é se ele era ortopedista ou ginecologista…
Por acaso o Chocrático também conhece uma senhora que se lembra que foi ao médico às 16h00m do dia 21 de Abril de 2001 – só não se consegue recordar é se ele era ortopedista ou ginecologista…
Temos de ser uns para os outros
O PS de Zé Chócrates inviabilizou a presença de Dias Loureiro na Assembleia da República para prestar esclarecimentos sobre o BPN…
Talvez o tenham poupado por ele ainda não se ter recomposto de tanta baba e ranho que chorou aquando da apresentação do livrinho sobre o menino de ouro…
Talvez o tenham poupado por ele ainda não se ter recomposto de tanta baba e ranho que chorou aquando da apresentação do livrinho sobre o menino de ouro…
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